A AABC nasceu nos terreiros, mas a nossa causa é maior: defendemos os direitos, a memória e a dignidade de todos que o racismo, o machismo e a intolerância tentam calar.
Povos de terreiro, indígenas, quilombolas e ciganos são reconhecidos como povos e comunidades tradicionais pelo Decreto nº 6.040/2007. Mulheres e pessoas LGBTQIA+ enfrentam discriminações que se somam ao racismo. Por isso, lutamos lado a lado.
Enfrentamos o racismo estrutural e religioso e lutamos por igualdade racial, memória e reparação histórica.
Nas quebradas e periferias vive grande parte do nosso povo. Levamos formação, cultura e acesso a direitos para onde eles costumam chegar por último.
Defendemos a liberdade de culto das religiões de matriz africana, combatemos a intolerância religiosa e apoiamos a organização e a segurança institucional das casas.
Caminhamos com quem guarda as raízes desta terra, pelo respeito aos seus saberes, territórios e espiritualidades, como a Jurema e o Catimbó.
Somamos forças contra o preconceito e a invisibilidade dos povos ciganos, pelo reconhecimento da sua cultura e dos seus direitos.
Yalorixás, ekedis, quilombolas, mulheres negras e indígenas sustentam nossas comunidades. Lutamos contra a violência de gênero e pela liderança feminina nos espaços de fé e de decisão.
Muitos terreiros são lugar de acolhimento da diversidade. Lutamos contra a LGBTfobia, dentro e fora dos espaços de fé, para que cada pessoa viva sua identidade com dignidade e segurança.
A formalização de terreiros é uma das nossas frentes. Não praticamos caridade nem assistencialismo: nosso compromisso é com a autonomia, a dignidade e o protagonismo de todos os nossos povos.
Conhecer para respeitar: cada tradição carrega uma origem, uma língua e uma forma própria de manter viva a ancestralidade.
Salvador · Rio · São Paulo. Resultou da união de etnias africanas como fons, ewes, bantos e iorubás, que adaptaram seus cultos distintos (Ketu, Jeje, Angola), preservando ancestralidade e matrizes regionais.
Rio de Janeiro e São Paulo. Raízes em tradições africanas, indígenas e populares que se encontraram e se transformaram no Brasil a partir de 1908, reunindo pretos-velhos, caboclos e encantados.
Maranhão e São Luís. Raízes na África Ocidental, com referência a El Mina e Gana. Reúne matrizes Mina, Cambinda, Angola e Bantu, com Casas de Mina historicamente lideradas por mulheres, as Vodunsis.
Pernambuco e Recife. Originou-se da união de etnias africanas que recriaram suas identidades nos terreiros Obá Ogunté (Nagô) e Axé Oyá Meguê (Xambá).
Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Religião de matriz afro-ameríndia, gira em torno da árvore Jurema Preta, com cânticos e uso da bebida sagrada como forma de contato com ancestrais.
Rio Grande do Sul. Origem na chegada de africanos da costa ocidental, com forte influência de povos vindos da Nigéria e do Benim, desenvolvido nas cidades de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre.
Localizado no Morro da Conceição, no Rio de Janeiro, é um dos lugares históricos mais importantes da região portuária. Foi um importante ponto de encontro da população negra e teve papel fundamental na formação do samba urbano carioca.
Hoje conhecido como bairro do Bixiga em São Paulo, guarda raízes ligadas ao samba e às tradições afro-brasileiras, historicamente reconhecido como uma "Pequena África" e berço do carnaval e da cultura negra paulistana.
Conheça como a AABC fortalece os terreiros com organização, letramento e respaldo institucional.
Se você busca um espaço de força, pertença e construção coletiva, seu lugar é aqui. Vem aquilombar com a gente!